01O que é o prolapso de órgãos pélvicos
O prolapso dos órgãos pélvicos (POP) é a descida da bexiga, do útero ou do reto pela parede vaginal anterior e/ou posterior, e afeta aproximadamente 25% das mulheres.
Em condições normais, o útero, a bexiga e o reto são mantidos no lugar por uma “rede” de músculos e tecidos que formam o assoalho pélvico. Quando esses tecidos são esticados ou ficam fragilizados, esses órgãos podem descer. Nos casos graves, o prolapso pode aparecer como uma “bola” que chega ou atravessa a abertura da vagina.
02Fatores de risco
- Idade acima de 60 anos.
- Muitas gestações e partos vaginais.
- Aumento da pressão intra-abdominal: obesidade, doença pulmonar obstrutiva crônica, tosse crônica, constipação intestinal.
- Doenças genéticas que alteram colágeno ou elastina (síndrome de Ehlers-Danlos, hipermobilidade articular, síndrome de Marfan).
- Espinha bífida oculta.
- História familiar de prolapsos.
- Envelhecimento e mudanças hormonais da menopausa.
03Sintomas
- Ver ou sentir uma “bola” saindo da vagina.
- Sensação de pressão, desconforto, dor ou peso na pelve.
- Pressão pélvica que piora em pé ou ao tossir.
O importante é procurar ajuda com um especialista, porque existe tratamento.
04Tratamento
Tratamento conservador
- Fisioterapia de assoalho pélvico convencional ou Emsella para os prolapsos menores (graus I e II), com ótimos resultados.
- Pessário: anel de silicone colocado na vagina para manter os órgãos na posição correta. Indicado para pacientes com alto risco cirúrgico ou que não desejam cirurgia.
Tratamento cirúrgico
A cirurgia para restaurar o suporte do assoalho pélvico é indicada para a grande maioria dos casos, especialmente graus III e IV. Existem várias técnicas, por via vaginal ou abdominal (laparoscópica ou robótica), e em algumas delas é necessário o uso de telas ou malhas de material sintético.
A indicação depende de cada caso, e a definição do melhor tratamento é feita em consulta e decidida junto com a paciente. A cirurgia é resolutiva e restabelece a qualidade de vida.
As informações desta página têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento são sempre individualizados.

